
BRASIL, AMAPA, Homem, de 15 a 19 anos, Portuguese, Automóveis, Informática e Internet
MSN -
Na semana passada, em uma das aulas que tivemos com a nossa professora de língua portuguesa, Lislene Neri, eu estava a ponto de ser expulso da sala por que estava usando o meu celular durante a aula. Não entendendo o porquê da professora de ficar com raiva só por eu estar usando o celular, resolvi pesquisar na internet e encontrei a resposta. 
Foi publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro, do 14 de abril de 2008, a lei que proíbe o uso de celulares em salas de aula nas escolas públicas estaduais. O projeto dependia da sanção do governador Sérgio Cabral para virar lei.
O projeto, que foi proposto em abril de 2007, é de autoria do deputado João Pedro. A regulamentação da lei caberá ao Poder Executivo. A intenção do deputado é acabar com a fofoca e o troca-troca de torpedos durante as aulas que, segundo ele, atrapalha o aprendizado e dispersa a atenção do professor e dos alunos. O projeto proíbe o uso inicialmente nas escolas estaduais, mas pode se estender também às escolas particulares. O parlamentar justificou-se dizendo que o uso de celulares é desnecessário, uma vez que as escolas possuem telefones fixos que podem ser usados pelos alunos em caso de emergência. Agora, esperamos o nosso governador Waldez Goés, aprovar também a lei para ficar oficial®.
Comentário feito pela professora de língua portuguesa Andréa Motta no seu blog a respeito do assunto:
"Como professora, vejo todos os dias situações como a narrada acima; alunos de diversos níveis de ensino atendem chamadas nos telefones celulares como se isso natural fosse. A questão é que isto demonstra uma tremenda falta de bom senso, para não dizer falta de educação. Os pais dizem comprar os aparelhos para os filhos, pois precisam saber onde eles estão e usam a violência como pretexto. Concordo que, em uma cidade como o Rio de Janeiro, os pais fiquem apreensivos quando seus filhos estão na rua, mas creio ser necessária a orientação quanto ao seu uso: não dá pra atender ligação no meio da aula;tira a concentração de todos e é deselegante.
Há pouco, eu ouvia a entrevista de uma educadora e esta dizia que atitudes assim demonstram a perda do conceito de "limite ao espaço do outro". Eu não posso atender o meu celular no meio de uma aula, assim como não posso fazê-lo em uma apresentação teatral ou uma sessão de cinema, simplesmente porque atrapalharia outras pessoas. Tentei encontrar, no meio das minhas coisas, um texto que escrevi há anos e cujo título era "Etiqueta". Ali, eu escrevia sobre atitudes sociais simples que foram esquecidas: dizer "bom dia" e "boa tarde" ao seu vizinho não provoca dor de garganta, mas ouvir música no último volume pode ser motivo para chamar a polícia ( não nos esqueçamos que existe a "lei do silêncio"); jogar papel de bala no chão é falta de educação e ele será mais um papelzinho a entupir o bueiro na hora da enchente; falar alto em locais públicos é falta de educação e incomoda as pessoas em volta. Não lembro mais do texto que escrevi , mas há uma infinidade de delicadezas esquecidas.
Se a lei dos celulares será obedecida ou não, esta é uma outra questão. Não basta sancionar uma lei; este deve ser um trabalho conjunto entre pais e professores: bom senso de ambos os lados." ![]()
Professora Lis, eu já entendi! 